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Sífilis volta a ser uma epidemia no Brasil

Sífilis volta a ser uma epidemia no Brasil


Em cinco anos, casos de Sífilis aumentaram em 5.000%

A Sífilis é uma doença que não escolhe idade, sexo, nem classe social.  Ela é transmitida pela bactéria treponema pallidum, principalmente por via sexual, mas também pode ser transmitida de mãe para o filho, durante a gravidez. Especialistas estão preocupados com o aumento de casos no Brasil, que vem ocorrendo desde 2011.


O alerta sobre esse aumento já vinha sendo feito desde 2000. Em 2007, a ONG do Rio de Janeiro "Centro de Educação Sexual", junto com outros parceiros, lançou uma campanha de prevenção, estrelada por artistas como Glória Pires e o marido Orlando Moraes. E ainda a dupla Camila Pitanga e Tony Ramos.


A Organização Mundial de Saúde estima que todos os dias sejam diagnosticados pelo menos um milhão de novos casos de infecções sexualmente transmissíveis por dia e, dentre elas, uma que chama muita atenção é a sífilis. Estima-se que, a cada ano, cerca de 131 milhões de pessoas são infectadas pela clamídia, 78 milhões pela gonorreia e quase seis milhões pela sífilis, sem contabilizar outras infecções sexualmente transmissíveis, como por HIV, HPV, herpes e hepatites virais.


Dados do Ministério da Saúde revelam números preocupantes no Brasil. Em 2010, foram notificados 1.249 casos de sífilis adquirida, a que se pega através da relação sexual sem camisinha. Em 2015, apenas cinco anos depois, esses números saltaram para 65.878, um aumento de mais de 5.000%. Os especialistas acreditam que a população jovem de hoje está se descuidando de métodos de prevenção, como a camisinha durante a relação sexual.


O diagnóstico da doença é feito através de exame laboratorial. Os sintomas variam de acordo com o estágio em que a doença se encontra no organismo do paciente. A doença pode demorar anos para manifestar sintomas externos, tudo depende da evolução da infecção que passa pelos estágios primário, secundário, latente e terciário.


Sífilis primária


Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio.

Não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha.

Sífilis secundária

Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento da ferida inicial e após a cicatrização espontânea.

Manchas no corpo, principalmente, nas palmas das mãos e plantas dos pés.

Não coçam, mas podem surgir ínguas no corpo.


Sífilis latente – fase assintomática


Não aparecem sinais ou sintomas.

É dividida em sífilis latente recente (menos de um ano de infecção) e sífilis latente tardia (mais de um ano de infecção).

A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.


Sífilis terciária


Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção.

Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.


Tratamento


O tratamento contra sífilis geralmente é feito com injeções de Penicilina, que podem ser indicadas pelo médico. O importante é fazer o teste para saber se está com a doença e procurar ajuda médica. O parceiro ou parceira também devem ser avisados para que façam o teste da doença e possam iniciar o tratamento, caso seja necessário.



Fonte: Ministério da Saúde


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